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Fisioterapia para Tratar Incontinência Urinária de Esforço

Você já sentiu pingar algumas gotinhas de urina quando está correndo?

Ou quando tossiu, saiu um jato de urina?

A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda involuntária de urina que ocorre durante a realização de esforços tais como tossir, espirrar, pegar pesos, rir, correr ou exercitar-se. Afeta a qualidade de vida das mulheres, podendo limitar seus relacionamentos pessoais e sociais, bem como a realização de atividades físicas. 

O tratamento com a fisioterapia é a primeira opção de tratamento para este problema, e tem sua eficácia comprovada por pesquisas científicas, sendo que 75% das mulheres apresentam melhora da perda urinária.

Um dos principais objetivos do tratamento fisioterapêutico é o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, pois a melhora da força e da função desta musculatura favorece uma contração consciente e efetiva nos momentos de esforço físico, evitando assim as perdas urinárias.

Os músculos do assoalho pélvico ficam localizados bem abaixo do corpo, entre o osso púbis (na frente da pelve) e o cóccix (atrás, no final da coluna). Estes músculos sustentam os órgãos pélvicos no lugar (bexiga, útero e reto) e circundam a uretra, a vagina e o ânus, garantindo o fechamento da uretra e do ânus quando ocorre um aumento de pressão.

Visão superior do sistema músculo esquelético do assoalho pélvico feminino
Visão inferior do sistema músculo esquelético do assoalho pélvico feminino
Corte anatômico vertical do baixo ventre feminino

Assim, podemos notar, que estes músculos quando estão saudáveis garantem:

  • os órgãos pélvicos posicionados corretamente em nosso corpo;
  • a capacidade de segurar a urina, os gases e as fezes, mesmo quando realizamos esforço físico;
  • e uma boa sensibilidade do canal vaginal durante a relação sexual, favorecendo a sensação de prazer na relação sexual.

Como tratar a Incontinência Urinária de Esforço?

Os exercícios para os músculos do assoalho pélvico podem ser realizados:

  • com o toque da fisioterapeuta, para ajudar a paciente a aprender a correta contração desses músculos;
Anatomia externa da vagina feminina

Desenho ilustrativo de toque vaginal realizado por fisioterapeuta
  • por meio de exercícios funcionais, para que a paciente aprenda a acrescentar os exercícios perineais no seu dia-a-dia e nos momentos de esforço
Mulher adulta subindo uma escadaria
Mulher adulta em posição de agachamento no parque
  • com eletroestimulação intravaginal, para as pacientes que apresentam muita fraqueza muscular e dificuldade para aprender o movimento correto;
Eletroestimulador vaginal
Eletroestimulador vaginal
  • com a utilização de cones vaginais, para oferecer sobrecarga muscular e avançar no ganho de função e força.
Cones vaginais em várias cores, utilizados na fisioterapia feminina
Cones vaginais

Além disso, alterações de hábitos urinários e hábitos de vida complementam o tratamento: 

  • Beber a quantidade de líquidos suficiente para urinar 6 vezes por dia (geralmente 2 litros)
  • Aconselha-se o esvaziamento da bexiga a cada 3 horas para prevenção das perdas de urina
  • A manutenção do peso corporal dentro de uma faixa saudável reduz a gravidade dos problemas de IUE 
  • Evitar a constipação e parar de fumar também podem ajudar 

Dessa forma, a Fisioterapia Uroginecológica contribui para melhorar a qualidade de vida das mulheres, visto que perder urina não é normal, e pode se tornar um problema cada vez mais frequente e grave caso a paciente não realize o tratamento adequado.

É importante ressaltar que apenas fisioterapeutas especialistas na área sabem avaliar e cuidar corretamente desse grupo de músculos.

Vamos agendar uma avaliação e começar a fortalecer os músculos do assoalho pélvico?

Assista na página de vídeos algumas dicas para começar a exercitar seu assoalho pélvico, incluindo as dicas do vídeo  “Recuperação do Assoalho Pélvico Após o parto”. Mas lembre-se de que a avaliação e orientação de um fisioterapeuta especialista é essencial para a realização correta dos exercícios e tratamento dos sintomas.